A história d'A Última Ceia
A história d'A Última Ceia de Leonardo da Vinci começa em 1495, quando foi encomendada por Ludovico Sforza, o Duque de Milão, para decorar o refeitório do Convento de Santa Maria delle Grazie. Concluído em 1498, a técnica inovadora mas defeituosa do mural significou que a sua longa história seria de sobrevivência contra a decadência, os danos e a quase catástrofe.
A encomenda e criação (1495-1498)
No final do século XV, o Duque Ludovico Sforza embarcou numa ambiciosa renovação da igreja e convento de Santa Maria delle Grazie, pretendendo que se tornasse um mausoléu da família Sforza. Encomendou ao maior artista da época, Leonardo da Vinci, a pintura de um mural no refeitório. Leonardo escolheu retratar o momento em que Jesus revela que um dos seus apóstolos o irá trair, uma cena de imenso drama psicológico.
Rejeitando o trabalho rápido exigido pelo fresco tradicional, Leonardo experimentou pintar com têmpera numa parede seca selada com uma base de gesso e piche. Isto permitiu-lhe trabalhar lentamente ao longo de três anos, aperfeiçoando cada detalhe e expressão. No entanto, este método experimental foi a falha fatal da pintura, pois a tinta começou a lascar da parede em menos de duas décadas.
Séculos de decadência e danos (séculos XVI-XIX)
A deterioração do mural foi rápida. Em 1582, foi descrito como estando num "estado de ruína total". Os problemas causados pela técnica de Leonardo foram agravados pela humidade na parede mal isolada. O mural sofreu uma série de infortúnios e abusos diretos:
- 1652: Foi aberta uma porta na parte inferior central da pintura, removendo completamente a porção que representava os pés de Jesus.
- 1726 e 1770: Duas primeiras e desastradas tentativas de restauro fizeram mais mal do que bem, com restauradores como Michelangelo Bellotti a pintar sobre a obra de Leonardo com tinta a óleo e verniz.
- 1796: Durante a invasão de Milão por Napoleão, as tropas francesas usaram o refeitório como estábulo, tendo alegadamente atirado objetos à pintura e arranhado as figuras.
- Início do século XIX: O refeitório foi inundado, deixando o mural coberto de bolor verde depois de as paredes terem absorvido humidade durante dias.
Sobrevivência e restauro (século XX até hoje)
O século XX trouxe a ameaça mais grave e o esforço mais sério para salvar a obra-prima. A 15 de agosto de 1943, durante a Segunda Guerra Mundial, uma bomba aliada atingiu o mosteiro, destruindo grande parte do refeitório. A parede com A Última Ceia sobreviveu milagrosamente, graças a andaimes de proteção e sacos de areia, mas ficou exposta aos elementos durante meses.
Após a guerra, começou uma nova era de conservação científica. O projeto de restauro mais significativo começou em 1978 sob a liderança de Pinin Brambilla Barcilon. Durante 21 anos, a sua equipa removeu meticulosamente camadas de sujidade e as adições desastradas de restauradores anteriores. Usando análise microscópica e aguarelas reversíveis para as secções perdidas, o seu objetivo era recuperar e estabilizar o que restava da obra original de Leonardo. A pintura restaurada foi revelada ao público a 28 de maio de 1999.
Perguntas frequentes
Quem pagou por A Última Ceia?
A Última Ceia foi encomendada e paga por Ludovico Sforza, o Duque de Milão. Ele era o mecenas de Leonardo da Vinci durante o primeiro período do artista em Milão, e o mural fazia parte de um plano maior para renovar o convento de Santa Maria delle Grazie.
Qual é a idade da pintura A Última Ceia?
A Última Ceia foi pintada entre 1495 e 1498, o que a torna com mais de 500 anos. A sua idade e condição frágil são a razão pela qual as condições de visita são tão estritamente controladas hoje em dia.
Qual é a pintura em frente d'A Última Ceia?
Na parede oposta à Última Ceia de Leonardo está um grande fresco da Crucificação, pintado por Giovanni Donato da Montorfano em 1495. Leonardo também adicionou retratos a têmpera da família Sforza no fresco de Montorfano, embora estes se tenham deteriorado ainda mais severamente do que A Última Ceia.
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